segunda-feira, 4 de abril de 2016

Como pode uma praça
Ser praça
Sem um banco público
Nessa cidade já tão cinza
Triste Praça João Pessoa
Sabe-se o que é mais útil
Uma praça sem praça
Uma praça que é a encruzilhada
Da Mem de Sá com a Gomes Freire
Esquinas de onde os bancos foram arrancados
Para que os bares ganhassem metros quadrados gratuitos
Onde os livres espaços não podemos ocupar sem pagar
Aonde está o parquinho?
Não tem um balanço colorido
Não tem gangorra
Nem um banco sequer
Nem um banco de jardim
Nem jardim
Nem um banco de concreto
Para que os bares encham os cofres dos bancos

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