O JUGO DO TEMPO
O tempo é cruel
Encarregado de acabar com tudo
O tempo é carrasco
Fica a seu cargo levar e trazer
O tempo é perverso
Carrega pelos teus cabelos te arrastando
O tempo é covarde
A seu encargo fica o esquecimento
Do outro lado do rio
Que eu ainda não alcanço
O tempo é sagaz
Escorregando pelas entranhas
Pelas entregas
O tempo é indômito
A seu encargo fica a hora de parar
O tempo é teimoso
Ele simplesmente não te ouve
O tempo é tinhoso
Ele é quem dita hora de colher e plantar
E se você acha que cansou o tempo
Que enganou ou amansou a fera
Te espera
Te atenta
Te afere que o tempo é medonho
Que o tempo te pega
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Moro nessa cidade como um todo
Percorro o mesmo caminho por anos
O transito é lento e os crimes são muitos
Sufocaram todos os rios e os mananciais
Nove ilhas se perderam
Uma ilha artificial se formou
Nos aterros sucessivos
Removendo as montanhas
Nessa ilha um universo
Na cidade que não chegou
Do caminho de minúcias
Vejo o mundo minha ilha
No antes que não vivi
Faltou pequena distância
Mas no sonho do tempo
Não era tempo de sonho
Na fonte do que foi agora
Careceu grande preparo
Veio no de repente o salto
Preso no que não devia ser
Foi-se o arquipélago da foz dos lindos rios
Não à toa o Seio-Mar é poluído e podre
Sufocaram todos os rios e os mananciais
O transito é lento e os crimes são muitos
Percorro o mesmo caminho por anos
O transito é lento e os crimes são muitos
Sufocaram todos os rios e os mananciais
Nove ilhas se perderam
Uma ilha artificial se formou
Nos aterros sucessivos
Removendo as montanhas
Nessa ilha um universo
Na cidade que não chegou
Do caminho de minúcias
Vejo o mundo minha ilha
No antes que não vivi
Faltou pequena distância
Mas no sonho do tempo
Não era tempo de sonho
Na fonte do que foi agora
Careceu grande preparo
Veio no de repente o salto
Preso no que não devia ser
Foi-se o arquipélago da foz dos lindos rios
Não à toa o Seio-Mar é poluído e podre
Sufocaram todos os rios e os mananciais
O transito é lento e os crimes são muitos
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Não vi a ponte
Não encontrei Drummond
Passei por ali
Topei seu caminho
Mas não o vi
Daquela ponte que não vi
E nem cruzei
Tirei lição
Não vi Drummond
Sei que ele ia achar essa cidade muito diferente
Cruzei as praças
Subi as avenidas
E não o vi
Eu sei que ele estava por ali
Observando
Por trás dos óculos e do bigode
E muito além da praça sete
Muito além daquela ponte
Não encontrei Drummond
Passei por ali
Topei seu caminho
Mas não o vi
Daquela ponte que não vi
E nem cruzei
Tirei lição
Não vi Drummond
Sei que ele ia achar essa cidade muito diferente
Cruzei as praças
Subi as avenidas
E não o vi
Eu sei que ele estava por ali
Observando
Por trás dos óculos e do bigode
E muito além da praça sete
Muito além daquela ponte
domingo, 14 de setembro de 2014
Nunca avistei prédios que fossem tulipas
Nunca manobrei carros que fossem petúnias
Sempre percorri flamboyants que eram caminhos
Muitas vezes adentrei bouganvilles que eram moradas
Por vezes cruzei onze-horas que eram muralhas
Me abriguei em salgueiros que eram choupanas
Subi muitas montanhas que eram mangueiras
E sempre vi uma rosa como fosse relicário
Sempre tive alfazemas destilando perfumes
Canas-de-açúcar sempre me ofertaram néctar
Muitas vezes coqueiros me serviram bebida
Outras tantas bambus me proveram jangadas
Longos suspiros sempre brotam de orquídeas
Há por vezes das belezas que se prezam lírios
Magnólias que sempre amansam olhares
Calêndulas que nunca jamais decepcionam
Bananeiras sempre mostraram ter coração
Não deixo de ver avencas sendo móbiles ao vento
Marias-sem-vergonha sempre me fizeram feliz
Bocas-de-leão sempre me provocam sorrisos
Tem vezes que me sinto samambaia-chorona
Cravo-da-índia dá ao doce um amargo de sangue
Tomo banho de manjericão pra cortar mau-olhado
Ponho galho de arruda na porta pra ser cadeado
Adormeço no abrigo frondoso do ipê-amarelo
Desperto com café me deixando acordado
Azaleias fazendo brilho no canto dos olhos
E pimenta vigor do meu corpo fechado
Nunca manobrei carros que fossem petúnias
Sempre percorri flamboyants que eram caminhos
Muitas vezes adentrei bouganvilles que eram moradas
Por vezes cruzei onze-horas que eram muralhas
Me abriguei em salgueiros que eram choupanas
Subi muitas montanhas que eram mangueiras
E sempre vi uma rosa como fosse relicário
Sempre tive alfazemas destilando perfumes
Canas-de-açúcar sempre me ofertaram néctar
Muitas vezes coqueiros me serviram bebida
Outras tantas bambus me proveram jangadas
Longos suspiros sempre brotam de orquídeas
Há por vezes das belezas que se prezam lírios
Magnólias que sempre amansam olhares
Calêndulas que nunca jamais decepcionam
Bananeiras sempre mostraram ter coração
Não deixo de ver avencas sendo móbiles ao vento
Marias-sem-vergonha sempre me fizeram feliz
Bocas-de-leão sempre me provocam sorrisos
Tem vezes que me sinto samambaia-chorona
Cravo-da-índia dá ao doce um amargo de sangue
Tomo banho de manjericão pra cortar mau-olhado
Ponho galho de arruda na porta pra ser cadeado
Adormeço no abrigo frondoso do ipê-amarelo
Desperto com café me deixando acordado
Azaleias fazendo brilho no canto dos olhos
E pimenta vigor do meu corpo fechado
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Adeline
A busca interior
A íntima cura do ser
Alçar o amor eterno
Gerar o mais puro amor
Adeline
O brilho profundo se pode ver
Além da superfície do teu ser
No instante que a luz reflete
Dentro dos teus olhos glaucos
Adeline
Essa luz não é apenas uma cor
Energia colorida pelo bem que faz
Alimenta a vida que brota do amor
E ilumina como um abraço apertado
Adeline
No conforto de um carinho teu
O sentir ultrapassa o que se sabe
Não te conheço além da tua serenidade
Mas uma fera aguarda detrás das cortinas
Adeline
Há um doce encanto no teu sorriso
Que desperta intenso o meu desejo
Tuas mãos suaves afastam os meus medos
E gentilmente se aproximam do meu peito
Adeline
A felicidade projeta o futuro
Num caminho repleto de flores
Harmonia dos sons e dos voos
Delicadeza encanta dos sonhos
Adeline
Tenho pensado uma canção
Prazerosa de paz infinita
Quanto mistério exerce em ti
Incansável movimento em equilíbrio
A busca interior
A íntima cura do ser
Alçar o amor eterno
Gerar o mais puro amor
Adeline
O brilho profundo se pode ver
Além da superfície do teu ser
No instante que a luz reflete
Dentro dos teus olhos glaucos
Adeline
Essa luz não é apenas uma cor
Energia colorida pelo bem que faz
Alimenta a vida que brota do amor
E ilumina como um abraço apertado
Adeline
No conforto de um carinho teu
O sentir ultrapassa o que se sabe
Não te conheço além da tua serenidade
Mas uma fera aguarda detrás das cortinas
Adeline
Há um doce encanto no teu sorriso
Que desperta intenso o meu desejo
Tuas mãos suaves afastam os meus medos
E gentilmente se aproximam do meu peito
Adeline
A felicidade projeta o futuro
Num caminho repleto de flores
Harmonia dos sons e dos voos
Delicadeza encanta dos sonhos
Adeline
Tenho pensado uma canção
Prazerosa de paz infinita
Quanto mistério exerce em ti
Incansável movimento em equilíbrio
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