Bangu do Largo da Igreja com chafariz
Bairro da minha infância
Onde os muros eram baixos
Bangu de quintais
Com sua serra que nos sombreia
Bairro num eterno pôr do sol
Quente com a efervescência do comércio
A linha férrea que une o bairro
E sua gloriosa fábrica de progresso
domingo, 18 de dezembro de 2016
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Na mansidão de um fim de tarde
As crianças brincam no pátio
Pousa uma fresca brisa nos meus ombros
Há um salutar da natureza que convoca
Seja uma criança
No sopesar de uma lembrança
Humildemente no campo ameno
Ouço uma cigarra solfejando
Um mundo imaginário borra meus olhos
Alfajores de alegria atrás do vidro
E eu sou só mais um sem namorada
Ouço como os ventos se remoem
Sussurrando confissões de vaidade
Confiantes do seu contentamento
Enquanto minhas ruínas torpemente
Se corroem vendo o povo de andrajos
As crianças brincam no pátio
Pousa uma fresca brisa nos meus ombros
Há um salutar da natureza que convoca
Seja uma criança
No sopesar de uma lembrança
Humildemente no campo ameno
Ouço uma cigarra solfejando
Um mundo imaginário borra meus olhos
Alfajores de alegria atrás do vidro
E eu sou só mais um sem namorada
Ouço como os ventos se remoem
Sussurrando confissões de vaidade
Confiantes do seu contentamento
Enquanto minhas ruínas torpemente
Se corroem vendo o povo de andrajos
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
É odioso andar em dias chuvosos na cidade
É impressionante como um guarda-chuva
Sobre a cabeça deixa as pessoas tão retardadas
Andam com ele erguido sob as marquises
Não atentam ninguém ao redor
Não se importando se estão incomodando
Ou se podem ferir alguém
É insuportável um bando de imbecis
Com guarda-chuvas enormes na mão
Sem se dar conta que não estão sozinhos no mundo
É impressionante como um guarda-chuva
Sobre a cabeça deixa as pessoas tão retardadas
Andam com ele erguido sob as marquises
Não atentam ninguém ao redor
Não se importando se estão incomodando
Ou se podem ferir alguém
É insuportável um bando de imbecis
Com guarda-chuvas enormes na mão
Sem se dar conta que não estão sozinhos no mundo
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Nem foda-se
Nem vtnc
Nem vai pra puta que te pariu
Nem pra casa do caralho
Eu quero um xingamento
Que exprima sinceramente
Meus sentimentos quanto a esses sacripantas ordinários
Pilantras, charlatões
Falsários, facínoras
Hipócritas, covardes
Palavões de verdade
Energúmeno
Estrupício, salafrário, mequetrefe
Nem vtnc
Nem vai pra puta que te pariu
Nem pra casa do caralho
Eu quero um xingamento
Que exprima sinceramente
Meus sentimentos quanto a esses sacripantas ordinários
Pilantras, charlatões
Falsários, facínoras
Hipócritas, covardes
Palavões de verdade
Energúmeno
Estrupício, salafrário, mequetrefe
Nuvens de chuva
Trazem instabilidade para o Rio de Janeiro
Vê-se a boca da Baía de Guanabara
Voltada para o mar aberta
A procura do beijo com o oceano
Cintilante de carneirinhos brancos
Verde pasto mar
Saiu o sol brilhando esmeralda
Clarões de vento amaciam o sol na pele
O contorno escuro do Pão de Açúcar sobressai
E Carlos sentado de costas pra praia reflete
Enquanto posa para fotos com milhares de turistas
Numa eterna manhã de autógrafos
Trazem instabilidade para o Rio de Janeiro
Vê-se a boca da Baía de Guanabara
Voltada para o mar aberta
A procura do beijo com o oceano
Cintilante de carneirinhos brancos
Verde pasto mar
Saiu o sol brilhando esmeralda
Clarões de vento amaciam o sol na pele
O contorno escuro do Pão de Açúcar sobressai
E Carlos sentado de costas pra praia reflete
Enquanto posa para fotos com milhares de turistas
Numa eterna manhã de autógrafos
sábado, 10 de dezembro de 2016
Me angustia ver
Tanta gente empobrecida
Morando nas ruas
Tinha esta manhã no ponto
Um senhor, barba longa
Maltrapilho, cabelos desalinhados
Sujo como alguns diriam
Não se tratar de um humano
Do humos vem o humano
Nos sobrados antigos
Caindo aos pedaços
Habitam cortiços
Mas muitos não têm essa sorte
E ocupam as ruas do Rio
Muitas pessoas empobrecidas
Expõem suas fraquezas
Pelas calçadas
Muitas
Muitas perderam tudo
E nada possuem
Além de umas tralhas
Outros tentam
Vendendo algo na rua
O povo pobre das ruas
Clama por atenção
Ódio nasce embaixo dos viadutos
And all I wanna say is that
They don't really care about us
Do pó viemos ao pó voltaremos
Descartados pela sociedade
Abrigados nas marquises, calçadas
Esquinas, pontos de ônibus
São mulheres e homens
Sem lar, em abandono
No destino empobrecido
Que futuro o meu destino me reserva?
Tanta gente empobrecida
Morando nas ruas
Tinha esta manhã no ponto
Um senhor, barba longa
Maltrapilho, cabelos desalinhados
Sujo como alguns diriam
Não se tratar de um humano
Do humos vem o humano
Nos sobrados antigos
Caindo aos pedaços
Habitam cortiços
Mas muitos não têm essa sorte
E ocupam as ruas do Rio
Muitas pessoas empobrecidas
Expõem suas fraquezas
Pelas calçadas
Muitas
Muitas perderam tudo
E nada possuem
Além de umas tralhas
Outros tentam
Vendendo algo na rua
O povo pobre das ruas
Clama por atenção
Ódio nasce embaixo dos viadutos
And all I wanna say is that
They don't really care about us
Do pó viemos ao pó voltaremos
Descartados pela sociedade
Abrigados nas marquises, calçadas
Esquinas, pontos de ônibus
São mulheres e homens
Sem lar, em abandono
No destino empobrecido
Que futuro o meu destino me reserva?
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
A vida vista da mesa de um bar
Pode, a primeira menção, parecer imprecisa
Achar-se o que não tem par
Inveterada ao olhar e plenamente concisa
A televisão só se vê o lado esquerdo
De um jogo que só se vê um lado
Peço uma garrafa de cerveja
E espero o garçom trazer na finta
Desço o primeiro copo pra dentro
Do estômago para ampliar o antro
É difícil de acreditar mesmo que ainda se veja
Talvez a realidade me minta
Pode, a primeira menção, parecer imprecisa
Achar-se o que não tem par
Inveterada ao olhar e plenamente concisa
A televisão só se vê o lado esquerdo
De um jogo que só se vê um lado
Peço uma garrafa de cerveja
E espero o garçom trazer na finta
Desço o primeiro copo pra dentro
Do estômago para ampliar o antro
É difícil de acreditar mesmo que ainda se veja
Talvez a realidade me minta
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Hoje eu vi um homem morto
Tinha um sapo encracado no olho
E sua boca era um útero para moscas
Embaixo do cobertor surrado marrom
Era uma figura pálida quase escarnecida
Tinha o sopé aberto para margaridas
E nos seus ouvidos cantavam as cigarras
Ao pé que não ia bem das pedras
Dormindo no amargor da rua
Os vermes já lhe fazem bem
Ao menos eles não lhe dão desdém
Pessoas vêm e vão
Que importância tem
Você pra mim aliás
Tanto faz como tanto fez
Tinha um sapo encracado no olho
E sua boca era um útero para moscas
Embaixo do cobertor surrado marrom
Era uma figura pálida quase escarnecida
Tinha o sopé aberto para margaridas
E nos seus ouvidos cantavam as cigarras
Ao pé que não ia bem das pedras
Dormindo no amargor da rua
Os vermes já lhe fazem bem
Ao menos eles não lhe dão desdém
Pessoas vêm e vão
Que importância tem
Você pra mim aliás
Tanto faz como tanto fez
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