Jabutis
Respeito sua existência
Gosto de jabutis
Antes viviam livres
Para quem convive com eles
Penso como era por aqui
Dentro da mata atlântica
Soltas buscando suas vidas
Me identifico
Não sei
Quando as percebo
Aprendo muito com elas
Sentado fico olhando
As observando por anos
Admiro como elas vivem
Estão na velocidade certa
Mesmo no seu casco rude
Há uma doce suavidade
Nos nódulos calcários
Da sua maturidade
Alinhamento simétrico
Penso se pensam
Se conhecem o limite que as cercam
O que querem
Dou um carinho
Gosto desses répteis
Penso nos dinossauros
Dou comida
O que sentem
Parecem não entender minhas carícias
Andam lentamente fortes
Poderiam percorrer longas distâncias
Tomar grandes territórios em poucas horas
Parecem curiosas
Ganham caminho
Vasculham os cantos
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Lembrando do nosso primeiro beijo
Meu peito se abre
Sinto o ar quente penetrar
Meu corpo inflar meus pulmões
Penso meus lábios
Tocando com os seus
Suaves lentamente
Encontro meu rosto ao seu narizinho
Levemente
Alongo os olhos pra ver os seus
Vejo sua boca
Seus lábios são a praia que eu quero namorar
Tua língua que eu quero aprender a falar
Tua saliva pra me afogar
Neste sonho adormeço
E na paz me refaço
Evocando este momento
No tempo-espaço
Distante do agora
Retorno ao começo
Lembrando do nosso primeiro beijo
Meu peito se abre
Sinto o ar quente penetrar
Meu corpo inflar meus pulmões
Penso meus lábios
Tocando com os seus
Suaves lentamente
Encontro meu rosto ao seu narizinho
Levemente
Alongo os olhos pra ver os seus
Vejo sua boca
Seus lábios são a praia que eu quero namorar
Tua língua que eu quero aprender a falar
Tua saliva pra me afogar
Neste sonho adormeço
E na paz me refaço
Evocando este momento
No tempo-espaço
Distante do agora
Retorno ao começo
Lembrando do nosso primeiro beijo
terça-feira, 19 de agosto de 2014
ESTE MEU AMIGO PROFESSOR
Ele sempre me diz que não pode parar
Que está sempre saindo e que vai trabalhar
O que será que ele faz pelas ruas da Lapa
Ele me disse também que dá aulas no Humaitá
O que faz pelos becos este professor taciturno
Quando sai pra trabalhar
Vestido como operário
Qual será seu itinerário
Quando vai da Lapa ao Humaitá
Das ruas chiques aos bares absconsos ele transita
Sem perder seu chapéu
Encosta nas praças
Esbarra e topa às esquinas
Com sua Gramática embaixo do braço
Um ás na manga
E o dominó no bolso
Entra no ônibus sonhando com os antigos bondes
Quando chega a sua casa
Em seu reduto na Zona Norte
No bairro tradicional e nobre
Do Eng. da Rainha
Onde os bambas se reúnem
Nessa hora de recreação
Ele reflete sobre sua labuta
A aplicação dos generosos alunos
E a dedicação estatutária de professor
A doação de ser educador
A alegria, a glória e o dom de ensinar
E de aprender na rua o que ela pode ofertar
Em sua sala de aula na Lapa
Ele se apega a "gramática para o bem-falar"
Quando sai do trabalho
Ele se apoia ao balcão daquele bar
Depois que sai daquela escola no Humaitá
Ele senta junto àquela mesa
Ao som do samba deixa de ser servidor
Passa a menestrel, larga a gramática, tira o chapéu, e,
se sentindo Dioniso, canta sem amargura ou pudor
Feliz com seu copo de cerveja e os seus queridos
Este meu amigo professor
Ele sempre me diz que não pode parar
Que está sempre saindo e que vai trabalhar
O que será que ele faz pelas ruas da Lapa
Ele me disse também que dá aulas no Humaitá
O que faz pelos becos este professor taciturno
Quando sai pra trabalhar
Vestido como operário
Qual será seu itinerário
Quando vai da Lapa ao Humaitá
Das ruas chiques aos bares absconsos ele transita
Sem perder seu chapéu
Encosta nas praças
Esbarra e topa às esquinas
Com sua Gramática embaixo do braço
Um ás na manga
E o dominó no bolso
Entra no ônibus sonhando com os antigos bondes
Quando chega a sua casa
Em seu reduto na Zona Norte
No bairro tradicional e nobre
Do Eng. da Rainha
Onde os bambas se reúnem
Nessa hora de recreação
Ele reflete sobre sua labuta
A aplicação dos generosos alunos
E a dedicação estatutária de professor
A doação de ser educador
A alegria, a glória e o dom de ensinar
E de aprender na rua o que ela pode ofertar
Em sua sala de aula na Lapa
Ele se apega a "gramática para o bem-falar"
Quando sai do trabalho
Ele se apoia ao balcão daquele bar
Depois que sai daquela escola no Humaitá
Ele senta junto àquela mesa
Ao som do samba deixa de ser servidor
Passa a menestrel, larga a gramática, tira o chapéu, e,
se sentindo Dioniso, canta sem amargura ou pudor
Feliz com seu copo de cerveja e os seus queridos
Este meu amigo professor
sábado, 16 de agosto de 2014
Mais próximo do passado
No antes que se conhece
Houve um momento
Que vi nos olhos cintilantes
O incrível deslumbre
Que me encantou
Desse passado distante
Adentrou pelo futuro
E pousou no presente
Um encanto maior
Do antes ao agora
Ficou intensa lembrança
Que não se desfaz
É um laço passado
E repassado no finco
Da linha do tempo
Eventos na memória
Não esquecidos jamais
Fizeram chegar até aqui
Esses sentimentos
Que preservam em mim
Um amor imenso
No antes que se conhece
Houve um momento
Que vi nos olhos cintilantes
O incrível deslumbre
Que me encantou
Desse passado distante
Adentrou pelo futuro
E pousou no presente
Um encanto maior
Do antes ao agora
Ficou intensa lembrança
Que não se desfaz
É um laço passado
E repassado no finco
Da linha do tempo
Eventos na memória
Não esquecidos jamais
Fizeram chegar até aqui
Esses sentimentos
Que preservam em mim
Um amor imenso
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Silêncio amanhece ruídos
Luz acorda colorações
Cores avivam olhos
Calor celebra ações
Janela abençoa frestas
Raios tilintam devaneios
Vozes abonam arpejos
Dia apaga penumbras
Coloridos abrem coração
Melodias acolhem ouvidos
Cometas dançam melindres
Estrelas cantam maviosas
Cavalos flutuam cordéis
Nuvens palpitam formatos
Aves aninham cabeças
Ventos conspiram folhagens
Passeios desejam chãos
Calçadas sufocam terras
Árvores equilibram ruas
Distancias trepidam trens
Redes apoiam paredes
Varanda abraça saudade
Flores erguem jardins
Céu eleva pensamentos
Luz acorda colorações
Cores avivam olhos
Calor celebra ações
Janela abençoa frestas
Raios tilintam devaneios
Vozes abonam arpejos
Dia apaga penumbras
Coloridos abrem coração
Melodias acolhem ouvidos
Cometas dançam melindres
Estrelas cantam maviosas
Cavalos flutuam cordéis
Nuvens palpitam formatos
Aves aninham cabeças
Ventos conspiram folhagens
Passeios desejam chãos
Calçadas sufocam terras
Árvores equilibram ruas
Distancias trepidam trens
Redes apoiam paredes
Varanda abraça saudade
Flores erguem jardins
Céu eleva pensamentos
domingo, 10 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Que mistério tem
Nas janelas desses prédios
Por trás das vidraças
Como serão os seus cômodos
Por detrás dessas cortinas
De que cor são as paredes
Quantos móveis
E a tua decoração
Quem serão seus moradores
Ou será um solitário
A pessoa residente
Velha ou nova
Talvez seja uma sala comercial
E ali o banheiro
Ou ainda um quarto-sala
Bem como uma quitinete
Que mistério resguardam
Que famílias protegem
Que negócios praticam
Por trás das muitas janelas
De todos esses prédios
Nas janelas desses prédios
Por trás das vidraças
Como serão os seus cômodos
Por detrás dessas cortinas
De que cor são as paredes
Quantos móveis
E a tua decoração
Quem serão seus moradores
Ou será um solitário
A pessoa residente
Velha ou nova
Talvez seja uma sala comercial
E ali o banheiro
Ou ainda um quarto-sala
Bem como uma quitinete
Que mistério resguardam
Que famílias protegem
Que negócios praticam
Por trás das muitas janelas
De todos esses prédios
domingo, 3 de agosto de 2014
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