Certa vez conversava com meu avô
Certo de querer saber e curioso
Pois que ele por a mais b me provou
Como viver é algo deveras espantoso
Apenas o fraco ventilador quebrava
O ar parado e silêncioso do quarto
Já ali velho e deitado em sua cama
Com sua calma me inspirava estas palavras
O que é viver a vida? eu lhe perguntava
E para um homem que já sofreu o infarto
Manter o coração batendo é apenas o drama
De querer evitar dar o corpo devorado às larvas
De pronto respondeu: a vida não é esta aqui
E neste momento me vi pequeno em seu colo
Quando você pensa que sabe o que é isso aí
Já está mais do que pronto a ir para o solo
Ter o avô Marinósio nunca espantou
Ouvindo desde muito cedo o conforto
Que esse nome provocava me encantou
E nesse pensamento me perdi absorto
Mar de onde vêm todas estas memórias
Toda uma vida que desconheço as histórias
Marinósio que te faz viver a vida que te leva
Nesse mar de tanto passado que amar é revela
Se a vida é como a chama de uma vela
Ou o leme do barco no mar que se eleva
Quem vive está aberto ao seu desatino
E em começar a remar dita o seu destino
terça-feira, 22 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Batamos palmas para espantar os corvos
E façamos brinde aos que me querem ver humilhado
Aplandamos os que me querem ver como os porcos
Pois se eu fosse Judas não teria sido mais malhado
Salvemos os louros para aqueles espirituosos
Que quando eu fui cachorro-morto me chutaram
Que quando precisei de carinho me pisaram
E para você que me coroou com ramos espinhosos
Batamos palmas pois os urubus se amontoam
Em torno do que resta do meu decrépito corpo
E saudemos um viva para aqueles que não perdoam
Quando já ferido e fraco não me finjo de morto
Desejemos toda sorte aos que têm-me enxovalhado
E aos que me enganaram por meios auspiciosos
Reservemos toda a glória aos fortes e impiedosos
Que não sentem remorso por terem-me achincalhado
E façamos brinde aos que me querem ver humilhado
Aplandamos os que me querem ver como os porcos
Pois se eu fosse Judas não teria sido mais malhado
Salvemos os louros para aqueles espirituosos
Que quando eu fui cachorro-morto me chutaram
Que quando precisei de carinho me pisaram
E para você que me coroou com ramos espinhosos
Batamos palmas pois os urubus se amontoam
Em torno do que resta do meu decrépito corpo
E saudemos um viva para aqueles que não perdoam
Quando já ferido e fraco não me finjo de morto
Desejemos toda sorte aos que têm-me enxovalhado
E aos que me enganaram por meios auspiciosos
Reservemos toda a glória aos fortes e impiedosos
Que não sentem remorso por terem-me achincalhado
terça-feira, 1 de março de 2016
Nascerá uma Flor no coração de toda gente
Que conhecer a poesia do teu ser
Flor que primeiro é Maria
E também é Flor
No encanto do teu nome
Floresce a vida de um sorriso
Sendo Maria
Nascerá brava e destemida
Por ser Flor
Nascerá delicada e graciosa
Por ser Maria Flor
Quem dirá de seu destino
Será o Amor
No pranto
Há uma prece
Roda Fortuna
Baila Maria
Nascerá Maria Flor
Alegria em nossas vidas
Meus versinhos tão singelos
São pra mostrar que o Amor
É tão simples quanto Maria Flor
Por ser Maria
Nos seus olhos
Reconhecerá a compaixão
Sendo Flor
Da mais pura natureza
Revelará toda a caridade
Maria Flor
No teu colo
Pai & Mãe terão abrigo
No conforto do perfume de uma Flor
No aconchego do abraço de Maria
Sob a égide do Amor de Maria Flor
Que conhecer a poesia do teu ser
Flor que primeiro é Maria
E também é Flor
No encanto do teu nome
Floresce a vida de um sorriso
Sendo Maria
Nascerá brava e destemida
Por ser Flor
Nascerá delicada e graciosa
Por ser Maria Flor
Quem dirá de seu destino
Será o Amor
No pranto
Há uma prece
Roda Fortuna
Baila Maria
Nascerá Maria Flor
Alegria em nossas vidas
Meus versinhos tão singelos
São pra mostrar que o Amor
É tão simples quanto Maria Flor
Por ser Maria
Nos seus olhos
Reconhecerá a compaixão
Sendo Flor
Da mais pura natureza
Revelará toda a caridade
Maria Flor
No teu colo
Pai & Mãe terão abrigo
No conforto do perfume de uma Flor
No aconchego do abraço de Maria
Sob a égide do Amor de Maria Flor
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