sábado, 30 de abril de 2016

No âmago do cálice
Se aperta o botão
Que torna o devir

Lá dentro da flor
Nasce um lamento
Que deseja sair

Encolhido no interior
Move-se conciso
Um ponto onifulgente

Lá dentro um motor
Revela uma pétala
Na cor daqui de fora

E esconde uma dor
No perfume que exala
Ao colidir com o nada

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