Como mensagens lançadas ao mar
Posto poemas nesta rede social
Dentro das garrafas vão meu penar
E a espera de te encontrar afinal
Nas ondas das praias que chegam
Deixam um pouco do que há em mim
E levam-nas a outras partes onde navegam
Até encontrarem as marés para este fim
Enquanto eu acendo meu cachimbo
Muitas garrafas se perdem no limbo
E vejo todo este lixo inútil acumulado
Quem as encontrar por favor te conte
Dos meus versos pois além do horizonte
Tenho eu copiosamente te procurado
sábado, 30 de abril de 2016
Pobres versos caiados
Na voz de um trovador
Que cantou os meus fados
Naquela noite de horror
Descreveu-me um pesadelo
Que era completamente irreal
Mas o fez com tanto zelo
Que era de fato surreal
Ele apareceu no meu sonho
E cantava maviosamente
Em um tom grave e medonho
Que soava meio demente
Tocava ao seu lado o diabo
Que sorridente e virtuoso
Com a seta na ponta do rabo
Me apontava de olhar curioso
A morte que vos perdoe
Vós sobreviveis ao aborto
Não há mais quem vos abençoe
A morte vos dê conforto
No vosso caminho pedregoso
Restará até o fim da velhice
Deste mundo pernicioso
Cercado de toda a canalhice
No amor sereis humilhado
Da família sereis esquecido
No trabalho sereis descartado
Com vosso talento sereis punido
Com a arte de chorar pelo inútil
E fingir cantar um mundo belo
Tentando levar a vida menos fútil
E ninguém ouvirá vosso apelo
Mas se me permite a intimidade
Nunca conhecerás o amor
Devo falar com toda sinceridade
Sempre estarás mais perto da dor
A ti reserva-se o trabalho duro
De saber muito mais da tristeza
E da saudade que do ouro puro
Pois não conhecerás a riqueza
Não conhecerás o que é a paz
Tua árvore nunca dará fruto
Serás sempre visto como incapaz
Uma gema feia em estado bruto
Depois que acordei convalido
Convencido de que era verdadeiro
Aquele sonho no qual tinha adormecido
Olhei em volta e senti aquele cheiro
De urina fétida exalando na calçada
Oposta a qual eu e os outros dormíamos
Entre o silêncio das sombras na fachada
E outras coisas que não víamos
Na voz de um trovador
Que cantou os meus fados
Naquela noite de horror
Descreveu-me um pesadelo
Que era completamente irreal
Mas o fez com tanto zelo
Que era de fato surreal
Ele apareceu no meu sonho
E cantava maviosamente
Em um tom grave e medonho
Que soava meio demente
Tocava ao seu lado o diabo
Que sorridente e virtuoso
Com a seta na ponta do rabo
Me apontava de olhar curioso
A morte que vos perdoe
Vós sobreviveis ao aborto
Não há mais quem vos abençoe
A morte vos dê conforto
No vosso caminho pedregoso
Restará até o fim da velhice
Deste mundo pernicioso
Cercado de toda a canalhice
No amor sereis humilhado
Da família sereis esquecido
No trabalho sereis descartado
Com vosso talento sereis punido
Com a arte de chorar pelo inútil
E fingir cantar um mundo belo
Tentando levar a vida menos fútil
E ninguém ouvirá vosso apelo
Mas se me permite a intimidade
Nunca conhecerás o amor
Devo falar com toda sinceridade
Sempre estarás mais perto da dor
A ti reserva-se o trabalho duro
De saber muito mais da tristeza
E da saudade que do ouro puro
Pois não conhecerás a riqueza
Não conhecerás o que é a paz
Tua árvore nunca dará fruto
Serás sempre visto como incapaz
Uma gema feia em estado bruto
Depois que acordei convalido
Convencido de que era verdadeiro
Aquele sonho no qual tinha adormecido
Olhei em volta e senti aquele cheiro
De urina fétida exalando na calçada
Oposta a qual eu e os outros dormíamos
Entre o silêncio das sombras na fachada
E outras coisas que não víamos
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Sou um fracassado
Por que você não me mata?
Foi sujo
Por que você não me envenenou com sua comida?
Envenenou com a discórdia o meu coração
Alimentou a inveja nas minhas fraquezas
Quando ficava andando pela minha casa
Abrindo portas
E vasculhando meus pertences
Foi torpe
Por que o desgosto das mentiras mais sinceras
Ainda são palatáveis nas vezes em que faço café?
E quando abro a porta
Ou quando deito na cama
Então por que você não me mata?
Sou um perdedor
Por que você não me empurrou da escada no dia do seu aniversário
Quando teve a chance?
Foi desonesto
Por que não me sufocou com o travesseiro
Enquanto você dormia ao meu lado?
Você devia ter levado a cabo aquele processo da delegacia
Mas me humilhar foi pouco
Bloquear é seu direito
Difícil é você encarar os seus erros
Quem sabe faltou uma xícara de estricnina
Na receita do bolo que você fez pra mim?
Acho que você se enganou
Foi infame
Você devia ter jogado uma panela de água fervendo na minha cara
Você teve em muitas chances uma faca em suas mãos
Meu pescoço em sua presa
E meu coração servido à mesa
Eu achei que o gás estava vazando na cozinha e fechei
O erro também é meu
Acho que te ouvi batendo no portão
Por que você não me mata?
Ainda escuto a sua voz gritando aqui na frente de casa
Eu não esperava que você me desse aquele soco no nariz
Ainda vejo você chegando na calçada
Por que você não trouxe uma arma?
Sou um nada
Vou amanhecer com a boca cheia de formigas
Você devia ter tacado óleo fervente na minha cara
Você tinha que ter me enforcado com suas próprias mãos
Mas por que você não me mata?
Por que você não me mata?
Foi sujo
Por que você não me envenenou com sua comida?
Envenenou com a discórdia o meu coração
Alimentou a inveja nas minhas fraquezas
Quando ficava andando pela minha casa
Abrindo portas
E vasculhando meus pertences
Foi torpe
Por que o desgosto das mentiras mais sinceras
Ainda são palatáveis nas vezes em que faço café?
E quando abro a porta
Ou quando deito na cama
Então por que você não me mata?
Sou um perdedor
Por que você não me empurrou da escada no dia do seu aniversário
Quando teve a chance?
Foi desonesto
Por que não me sufocou com o travesseiro
Enquanto você dormia ao meu lado?
Você devia ter levado a cabo aquele processo da delegacia
Mas me humilhar foi pouco
Bloquear é seu direito
Difícil é você encarar os seus erros
Quem sabe faltou uma xícara de estricnina
Na receita do bolo que você fez pra mim?
Acho que você se enganou
Foi infame
Você devia ter jogado uma panela de água fervendo na minha cara
Você teve em muitas chances uma faca em suas mãos
Meu pescoço em sua presa
E meu coração servido à mesa
Eu achei que o gás estava vazando na cozinha e fechei
O erro também é meu
Acho que te ouvi batendo no portão
Por que você não me mata?
Ainda escuto a sua voz gritando aqui na frente de casa
Eu não esperava que você me desse aquele soco no nariz
Ainda vejo você chegando na calçada
Por que você não trouxe uma arma?
Sou um nada
Vou amanhecer com a boca cheia de formigas
Você devia ter tacado óleo fervente na minha cara
Você tinha que ter me enforcado com suas próprias mãos
Mas por que você não me mata?
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Eu quero pichar o teu portão
E acertar uma pedra na tua janela
Eu quero tacar cocô na tua varanda
E hackear o teu Facebook
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Eu quero apagar tuas fotos
E colocar chiclete no teu cabelo
Eu quero tacar fogo nos teus vestidos
E mijar no teu travesseiro
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Eu quero arranhar teus cds
E estragar os teus bolos
Eu quero quebrar teus biscuits
E bagunçar tua vida
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Eu quero destruir os teus sonhos
E arruinar tuas lembranças
Eu quero rasgar teus papéis-de-carta
E jogar teu nome na lama
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
E acertar uma pedra na tua janela
Eu quero tacar cocô na tua varanda
E hackear o teu Facebook
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Eu quero apagar tuas fotos
E colocar chiclete no teu cabelo
Eu quero tacar fogo nos teus vestidos
E mijar no teu travesseiro
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Eu quero arranhar teus cds
E estragar os teus bolos
Eu quero quebrar teus biscuits
E bagunçar tua vida
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Eu quero destruir os teus sonhos
E arruinar tuas lembranças
Eu quero rasgar teus papéis-de-carta
E jogar teu nome na lama
O que pode te fazer chorar?
Será que você vai sofrer?
Se sofro por vossa ausência
Caríssima amiga
É porque de todo sei
Que os penhascos
Que nos afastam
São dolorosos e vãos
Já não podeis mais voltar
O que será do arvoredo
Sem o doce canto das aves
O que mais será do vento
Sem o perfume do teu corpo
Oh minha amiga
Sofro constantemente
Sei de ti não mais que um folhetim
E se por vossas dores
Não sofresse mais e mais
Caríssima amiga
Sofro do ódio que me mantém
Da dor e do medo sofro
Por teu amor permaneço
Caríssima amiga
É porque de todo sei
Que os penhascos
Que nos afastam
São dolorosos e vãos
Já não podeis mais voltar
O que será do arvoredo
Sem o doce canto das aves
O que mais será do vento
Sem o perfume do teu corpo
Oh minha amiga
Sofro constantemente
Sei de ti não mais que um folhetim
E se por vossas dores
Não sofresse mais e mais
Caríssima amiga
Sofro do ódio que me mantém
Da dor e do medo sofro
Por teu amor permaneço
Se a morte de repente vier a tua alcova
E todo o teu futuro se mostrasse planejado
Sabendo a hora de seu fatal alvitre
Pudera decerto calcular o improvável
É fortuna
É talento
É desfecho desgarrado
Se o que é errado certo está
É deslaço
Evidente
É desterro do passado
Fiquei de olho no esquife atrás da porta
De pé de frente pra vitrine do velório
Decorado dentro do salão da funerária
Esperando por minha lápide ser talhada
O futuro é uma bolha
Que dilata e nunca volta
E o passado é esta folha
Por onde a morte me escolta
E o que deixei pra fazer amanhã?
Ainda pensava em encontrar minha amada
Se o desejo morreu ou é repulsa
Foi maldade que me deixou esperando?
Um rosto aflito na escuridão veio me buscar
Não tenha medo e fique em silêncio
Apenas não vá se machucar
A foice está pendida e não pode mais parar
E todo o teu futuro se mostrasse planejado
Sabendo a hora de seu fatal alvitre
Pudera decerto calcular o improvável
É fortuna
É talento
É desfecho desgarrado
Se o que é errado certo está
É deslaço
Evidente
É desterro do passado
Fiquei de olho no esquife atrás da porta
De pé de frente pra vitrine do velório
Decorado dentro do salão da funerária
Esperando por minha lápide ser talhada
O futuro é uma bolha
Que dilata e nunca volta
E o passado é esta folha
Por onde a morte me escolta
E o que deixei pra fazer amanhã?
Ainda pensava em encontrar minha amada
Se o desejo morreu ou é repulsa
Foi maldade que me deixou esperando?
Um rosto aflito na escuridão veio me buscar
Não tenha medo e fique em silêncio
Apenas não vá se machucar
A foice está pendida e não pode mais parar
Não era o que foi
Será que não foi?
Só sei que não sei
Não era o que era
O que fora então?
Não era verdade
Nem era mentira
Fora uma invenção?
Verdadeira mentira
Ou imaginação?
Existiu de verdade
Verdadeiramente?
Falsificação original
Mentira ou verdade
Brincando a fingir-se
De falsa realidade?
Existiu na mentira
Aparente verdade?
Fingindo o que era
Sendo o que não foi
Vero fingimento
Deveras fraudulento
Fantasia real
Ilusão verossímil
Não é o que não foi
O que é falsidade?
Uma fraude ficconal
Forjada no irreal?
Engano de verdade
Na magia da ficção
Que não era mentira
É a pura realidade
Será que não foi?
Só sei que não sei
Não era o que era
O que fora então?
Não era verdade
Nem era mentira
Fora uma invenção?
Verdadeira mentira
Ou imaginação?
Existiu de verdade
Verdadeiramente?
Falsificação original
Mentira ou verdade
Brincando a fingir-se
De falsa realidade?
Existiu na mentira
Aparente verdade?
Fingindo o que era
Sendo o que não foi
Vero fingimento
Deveras fraudulento
Fantasia real
Ilusão verossímil
Não é o que não foi
O que é falsidade?
Uma fraude ficconal
Forjada no irreal?
Engano de verdade
Na magia da ficção
Que não era mentira
É a pura realidade
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Dois torrões de cicuta no meu café, por favor
E um pedaço desse bolo confeitado com chumbinho
Quem sabe alguma realidade me acata
O desejo de sentir algo além dessa vida
Carlos, já separei meu quite para desastres
Antes desse meteóro chegar
Vou emprestá-lo a você
Pois não quero te ver triste
Eu queria um pedaço daquele chocolate
Que as mãos nodosas de uma criança
Lá onde não sei onde colheu
A pureza do cacau
Será que é orgânica
Ou ficcional
Me apressei pra assistir o momento final
Sinto cheiro de osso queimado
E gosto de sangue vivo na boca
Vejo uma coruja me olhando
Descendo seus olhos sobre mim
Dando luz ao meu caminho
Ouço uma lanterna dizer o que será
Vejo um gato no corredor
Sinto frio no umbigo
Me bateu um desespero
Suspende o café e o bolo
Tenho uma Flor na cabeça
Cancela o meu pedido
Põe pra viagem esperança
Que é verde
Me vê um chá
Prefiro a torta de maracujá
Me empresta o fogo
Deixa eu acender meu cigarro
Já vou indo
Da minha janela
Me pego em questionamentos essenciais
São quatro da manhã
Será que meus amigos estão online agora
E um pedaço desse bolo confeitado com chumbinho
Quem sabe alguma realidade me acata
O desejo de sentir algo além dessa vida
Carlos, já separei meu quite para desastres
Antes desse meteóro chegar
Vou emprestá-lo a você
Pois não quero te ver triste
Eu queria um pedaço daquele chocolate
Que as mãos nodosas de uma criança
Lá onde não sei onde colheu
A pureza do cacau
Será que é orgânica
Ou ficcional
Me apressei pra assistir o momento final
Sinto cheiro de osso queimado
E gosto de sangue vivo na boca
Vejo uma coruja me olhando
Descendo seus olhos sobre mim
Dando luz ao meu caminho
Ouço uma lanterna dizer o que será
Vejo um gato no corredor
Sinto frio no umbigo
Me bateu um desespero
Suspende o café e o bolo
Tenho uma Flor na cabeça
Cancela o meu pedido
Põe pra viagem esperança
Que é verde
Me vê um chá
Prefiro a torta de maracujá
Me empresta o fogo
Deixa eu acender meu cigarro
Já vou indo
Da minha janela
Me pego em questionamentos essenciais
São quatro da manhã
Será que meus amigos estão online agora
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Ai do tempo ai do agora
O teu agora não era meu
O meu quando não era teu
Mas teu sorriso faz o meu sorriso
Por muito aviso
Sempre querendo estar presente
Esperando um instante juntos
Por um momento estou de coração partido
Se você não volta mais
Mas teu sorriso faz o meu sorriso
Ai agora ai cuidado
O desejo é incidente
Mas não o motivo do que fora outrora
Se ainda o nosso encontro seja duradouro
Pra que aconteça a nossa vez
Pois se você se fosse para sempre
A tristeza seria minha nova companhia
Mas o teu sorriso faz o meu sorriso
E por você morro de alegria
Ai da vontade ai do querer
Se não morro de prazer
Sofro de imensa agonia
Nesse mundo se há destino
Que me mostre a verdade
Pra que todo meu carinho
Tenha o poder de confirmar
Que ainda será realidade nossa união
Ai infinito ai possibilidade
Se algo acontece a você
Não sei mais o que faço
Ficará dentro de mim
Por toda eternidade
Esse sentimento vasto
De enfim estar ao seu lado
E se assim não for
Que não seja pecado
Te amar no meu canto
Te sentir perto de mim
Mas teu sorriso faz o meu sorriso
E se um dia você for mesmo embora
Perderei o juízo
Por ficar longe de ti
Ai do futuro ai da saudade
Nesse imenso e vasto universo
A graça há de prover nossa passagem
E que o tempo passe para além das contas
Esse amor nunca se acabe
O teu agora não era meu
O meu quando não era teu
Mas teu sorriso faz o meu sorriso
Por muito aviso
Sempre querendo estar presente
Esperando um instante juntos
Por um momento estou de coração partido
Se você não volta mais
Mas teu sorriso faz o meu sorriso
Ai agora ai cuidado
O desejo é incidente
Mas não o motivo do que fora outrora
Se ainda o nosso encontro seja duradouro
Pra que aconteça a nossa vez
Pois se você se fosse para sempre
A tristeza seria minha nova companhia
Mas o teu sorriso faz o meu sorriso
E por você morro de alegria
Ai da vontade ai do querer
Se não morro de prazer
Sofro de imensa agonia
Nesse mundo se há destino
Que me mostre a verdade
Pra que todo meu carinho
Tenha o poder de confirmar
Que ainda será realidade nossa união
Ai infinito ai possibilidade
Se algo acontece a você
Não sei mais o que faço
Ficará dentro de mim
Por toda eternidade
Esse sentimento vasto
De enfim estar ao seu lado
E se assim não for
Que não seja pecado
Te amar no meu canto
Te sentir perto de mim
Mas teu sorriso faz o meu sorriso
E se um dia você for mesmo embora
Perderei o juízo
Por ficar longe de ti
Ai do futuro ai da saudade
Nesse imenso e vasto universo
A graça há de prover nossa passagem
E que o tempo passe para além das contas
Esse amor nunca se acabe
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Lido com tantos algoritmos de sentenças
Almejando que reapareçam presenças
Colidindo em visões puramente irracionais
Das mais dinâmicas imagens ficcionais
Pessoas passam suspensas em seus ensejos
Parando na atração que exercem seus desejos
Exauridas permanecem repetindo seus afazeres
E sem tempo continuam abdicando dos prazeres
Mas é que perdidas vão inconscientemente
Poder gozar da mais concreta irrelevância
Em relação ao comportamento insistente
De se manterem na mais completa ignorância
Quantos desejos transbordam felicidade
Ao prazer de realizar a própria imaginação
Em deixar sentir a pérola da legitimidade
Emergir o motivo de nova contemplação
Almejando que reapareçam presenças
Colidindo em visões puramente irracionais
Das mais dinâmicas imagens ficcionais
Pessoas passam suspensas em seus ensejos
Parando na atração que exercem seus desejos
Exauridas permanecem repetindo seus afazeres
E sem tempo continuam abdicando dos prazeres
Mas é que perdidas vão inconscientemente
Poder gozar da mais concreta irrelevância
Em relação ao comportamento insistente
De se manterem na mais completa ignorância
Quantos desejos transbordam felicidade
Ao prazer de realizar a própria imaginação
Em deixar sentir a pérola da legitimidade
Emergir o motivo de nova contemplação
Como pode uma praça
Ser praça
Sem um banco público
Nessa cidade já tão cinza
Triste Praça João Pessoa
Sabe-se o que é mais útil
Uma praça sem praça
Uma praça que é a encruzilhada
Da Mem de Sá com a Gomes Freire
Esquinas de onde os bancos foram arrancados
Para que os bares ganhassem metros quadrados gratuitos
Onde os livres espaços não podemos ocupar sem pagar
Aonde está o parquinho?
Não tem um balanço colorido
Não tem gangorra
Nem um banco sequer
Nem um banco de jardim
Nem jardim
Nem um banco de concreto
Para que os bares encham os cofres dos bancos
Ser praça
Sem um banco público
Nessa cidade já tão cinza
Triste Praça João Pessoa
Sabe-se o que é mais útil
Uma praça sem praça
Uma praça que é a encruzilhada
Da Mem de Sá com a Gomes Freire
Esquinas de onde os bancos foram arrancados
Para que os bares ganhassem metros quadrados gratuitos
Onde os livres espaços não podemos ocupar sem pagar
Aonde está o parquinho?
Não tem um balanço colorido
Não tem gangorra
Nem um banco sequer
Nem um banco de jardim
Nem jardim
Nem um banco de concreto
Para que os bares encham os cofres dos bancos
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