Hoje eu saí no quintal e vi no jardim
As rosas que tinham florescido
Nessa última lua cheia
quinta-feira, 30 de junho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
Nos olhos de Maria Flor
Mais vivos que os olhos-de-tigre
Reside o poder que emana vida
O olhar esperto faz-te imaginar a pureza
Que habita o mais íntimo do ser
Buscando a verdade aqui de fora
No infinito dos seus olhos
O universo estremesse
O touro fica manso
E o velho rejuvenesce
Seus dedinhos tão pequenos
Com sua fragilidade e força
São delicados e fortes
E sustentam o mundo
O mundo pleno de felicidade
Mais vivos que os olhos-de-tigre
Reside o poder que emana vida
O olhar esperto faz-te imaginar a pureza
Que habita o mais íntimo do ser
Buscando a verdade aqui de fora
No infinito dos seus olhos
O universo estremesse
O touro fica manso
E o velho rejuvenesce
Seus dedinhos tão pequenos
Com sua fragilidade e força
São delicados e fortes
E sustentam o mundo
O mundo pleno de felicidade
terça-feira, 7 de junho de 2016
Poder Judiciário do Estado do Meu Coração
Juízo de Direito da Comarca da Capital
Manda a qualquer dos Oficiais de Justiça desde Juízo
Ou quem suas vezes fizer e for este apresentado
Em cumprimento ao presente termo de responsabilidade
Dirija-se ao endereço do requerido
Ação de Obrigação de fazer Indenização
Por Danos Emocionais e Psicológicos
Parte legítima requer quantum razoável
Para liquidação de sentença
O dano afetivo está consubstanciado
Nos aborrecimentos e angústias
Amargadas pelo querelante
Fatos que causaram extrema fragilidade
Diante da frieza do querelado
O dano emocional
Por atingir os sentimentos mais íntimos do ser humano
Prescinde de qualquer comprovação
De ordem material ou concreta
Exigindo-se, em tais situações, tão-somente
A demonstração do fato originador do abalo psíquico
Sendo presumido o prejuízo emocional
Cita-se o suplicado
Para contestar a presente ação no prazo legal
Querendo, com cópia da petição inicial e deste despacho
Consigne-se que, não contestada a presente ação
Se presumirão aceitos como verdadeiros
Os fatos articulados pelo autor
Juízo de Direito da Comarca da Capital
Manda a qualquer dos Oficiais de Justiça desde Juízo
Ou quem suas vezes fizer e for este apresentado
Em cumprimento ao presente termo de responsabilidade
Dirija-se ao endereço do requerido
Ação de Obrigação de fazer Indenização
Por Danos Emocionais e Psicológicos
Parte legítima requer quantum razoável
Para liquidação de sentença
O dano afetivo está consubstanciado
Nos aborrecimentos e angústias
Amargadas pelo querelante
Fatos que causaram extrema fragilidade
Diante da frieza do querelado
O dano emocional
Por atingir os sentimentos mais íntimos do ser humano
Prescinde de qualquer comprovação
De ordem material ou concreta
Exigindo-se, em tais situações, tão-somente
A demonstração do fato originador do abalo psíquico
Sendo presumido o prejuízo emocional
Cita-se o suplicado
Para contestar a presente ação no prazo legal
Querendo, com cópia da petição inicial e deste despacho
Consigne-se que, não contestada a presente ação
Se presumirão aceitos como verdadeiros
Os fatos articulados pelo autor
segunda-feira, 6 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Caro Manuel,
Eu estudei e escrevi
Não tive filhos
Mas trabalhei
Não tive sequer um amor verdadeiro
Não tenho dinheiro pra comprar felicidade
Pedi abrigo e não tive
Quis uma namorada
Também tive um porquinho-da-índia
O que faz um homem
Se o seu emprego na vida é sofrer
E penar sobre isso
Se nós pudéssemos conversar
Você me contaria tudo aquilo o que não fez
Os poemas que não pode escrever
São de certo os mais belos que nunca li
Temos mais o que não tivemos
Ficamos com aquilo que não aconteceu
Eu nunca fui a Paris
Mas quando eu estou mais triste
Mas triste de não ter jeito
Eu vou a Pasárgada
Pra conversar com você
Eu estudei e escrevi
Não tive filhos
Mas trabalhei
Não tive sequer um amor verdadeiro
Não tenho dinheiro pra comprar felicidade
Pedi abrigo e não tive
Quis uma namorada
Também tive um porquinho-da-índia
O que faz um homem
Se o seu emprego na vida é sofrer
E penar sobre isso
Se nós pudéssemos conversar
Você me contaria tudo aquilo o que não fez
Os poemas que não pode escrever
São de certo os mais belos que nunca li
Temos mais o que não tivemos
Ficamos com aquilo que não aconteceu
Eu nunca fui a Paris
Mas quando eu estou mais triste
Mas triste de não ter jeito
Eu vou a Pasárgada
Pra conversar com você
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