terça-feira, 8 de julho de 2014

Prazer em ver as vísceras expostas
Em ver a gente morta escancarada
Em ver o corpo morto escarnecido
Quando nos arrancam pela barriga
Os vermes pútridos que nos habitam
E os órgãos vão saltando pra fora
Do peito aberto e esquartejado

Quanto ardor e súplica este coração
Que já não bate mais se deparou
Dos pulmões que já não mais respiram
Quão arfante lhes foram arrancados
Os suspiros de uma pobre vida
Que só a morte lhe trouxe

O que esse fígado já tomou embriagado
E os rins os quais filtraram tanta bebida
Se entupiram as veias fez bom trato
Aproveitou o lhe fora oferecido
Ao intestino e ao aparelho digestivo

Foi-se o momento crucial da partida
É chegada a terra prometida
E a nós restou a carne podre

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