Há honra na calada da noite
No beco ardiloso
Em que o frio persegue?
Há lealdade à criança faminta
Na entrada do teu prédio
Quando a porta se fecha?
Há glória no interior do teu carro
Quando sobe a janela
Pro vendedor desprezado?
Há nobreza onde lixo
Amontoa quilates
De frente pro mar?
Não há riquezas
Nem tesouros
Que comprem amor
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