Me angustia ver
Tanta gente empobrecida
Morando nas ruas
Tinha esta manhã no ponto
Um senhor, barba longa
Maltrapilho, cabelos desalinhados
Sujo como alguns diriam
Não se tratar de um humano
Do humos vem o humano
Nos sobrados antigos
Caindo aos pedaços
Habitam cortiços
Mas muitos não têm essa sorte
E ocupam as ruas do Rio
Muitas pessoas empobrecidas
Expõem suas fraquezas
Pelas calçadas
Muitas
Muitas perderam tudo
E nada possuem
Além de umas tralhas
Outros tentam
Vendendo algo na rua
O povo pobre das ruas
Clama por atenção
Ódio nasce embaixo dos viadutos
And all I wanna say is that
They don't really care about us
Do pó viemos ao pó voltaremos
Descartados pela sociedade
Abrigados nas marquises, calçadas
Esquinas, pontos de ônibus
São mulheres e homens
Sem lar, em abandono
No destino empobrecido
Que futuro o meu destino me reserva?
Nenhum comentário:
Postar um comentário