Vencer é o dilema do herói
Manda quem quer mandar
Obedece quem tá no prejuízo
Ao perdedor as batatas
Vencer não dá direito de humilhar o derrotado
Não é digno abusar de quem está ferido
Glória e Vitória são deusas de batalha
Mas eu não sou soldado
Ai Atena
Mas eu sou um camponês
Ai Ártemis
Empunhais o arco melhor que Apolo
Tua seta sempre verterá mais sangue da têmpora dos incautos
Do que as ternurinhas de Afrodite
Sê vilã do meu arado
No meu pasto
No meu peito
Na minha vida
Para os rebanhos peço orvalho nas campinas
Para mim nada preciso
Que a natureza não me possa dar
Nenhum comentário:
Postar um comentário