Ontem eu encontro uma mulher
Noite de uma desconhecida que me encontra
Em sua graça dançava desinibida
Com vestido branco e um olhar profundo
Cabelos sacudindo presos num rabo-de-cavalo...
Maravilhosamente doida em seu normal
Me fez delirar nos seus sorrisos
E no seu jeito de enxergar a noite
Ontem a vida fez-se encantadora
Naquela dança que ela fazia na dela
Ana Luisa, adoro conhecer pessoas como você
Pessoas que por acaso posso nunca mais reencontrar
Pois sequer trocamos número de telefone
Conheço teu nome e só
O brilho dos teus olhos
Algumas tatuagens de flores
Uma ampulheta ainda cheia
E o interesse pela loucura
Violência e perversidade
Naquele todo de repente
Atrair seus belos sorrisos
No interesse de uma conversa
Sem a pretensão de ser amigos
Numa agradável interação cósmica
Conversou o prazer dos meus sorrisos
Naquela noite as pessoas vibrando
Tudo perfeito ao redor nas sombras
Sorrisos agradáveis sem compromisso
O grave sonoro acolhedor das batidas
Que as incidentes lembranças expande
Entre as árvores no profundo das cores
Essa moradora da Glória
Nunca conhecerá meu bairro
Nunca sequer terá o meu beijo
Mas entre tanto em minha memória
Toda afinidade daquela interação
Ainda que sob as luzes brancas
Dança eternamente o teu corpo esguio
O teu rosto sorridente e teu olhar alucinado
Que fez o colorido entre as claridades ofuscantes
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